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[Soneto ao modelo humano]
Disseram, um dia, com palavras roucas,
Que é necessário a prudência no falar,
Porque há o perigo iminente de julgar,
Que contamina ao homem pela boca.
Verdade é - palavras são os desejos do pensar,
E, cujo depósito não é senão, o ouvido humano,
A assimilar o meu dizer infame, assim, profano
Deste meu contumaz e maléfico ato de julgar.
Há suicidas que peante a sua voz rouca,
Angariam a morte pelo vil dizer da boca,
E, ainda que vivos, estão mortos.
Há prepotentes que se julgam retos,
Os únicos dignos por se fazer corretos,
E, ainda assim, se fazem tolos.
[Soneto ao Pedro Alavarez de Gouveia - Cabral]
Não... - eu não mudei a direção dos ventos,
Apenas, ajustei as velas das minhas caravelas,
Para mudar a história e pintar na lucidez da tela,
E, acabar de vez com a incerteza e o tormento.
Chamei à canto o escrivão - o Pero vaz de Caminha,
Disse-lhe: - escreve à D. Manoel, conta-ĺhe; seduz,
Que achamos, ao sul e à oeste, a Ilha de Vera Cruz,
De gente tão estranha como a vida que a vida alinha.
Disse-lhe, ainda... - vai, e, inventa um artifício,
Para que se logre tirar, dele, o real proveito,
Da nossa cara absolvição.
Diga-lhe:... - ajustar as velas foi simples fantasia,
Crie a figura de uma feliz e dócil calmaria,
E, conquiste a nossa exaltação.
[Soneto ao beijo]
Beijo... - eu pergunto. Que é o beijo?
Nada mais do que um truque delicioso,
Arquitetado pela natureza e tom formoso,
Isto mesmo... - é assim que é o beijo.
Contudo... - por que é desse modo o beijo?
Será para selar o amor, e, enfim, viver?
Ou, será um truque lúbrico para interromper?
Mas, o que irá interromper esse tal beijo?
O beijo aparece na superfluosidade da palavra,
Na suntuosidade do silêncio que se entrava,
E, se propaga à luz da inocência.
O beijo surge para interromper a fala,
E perante ele qualquer um se cala,
E se entrega por carência.
[Despedida]
Adios deciste sonreindo,
Sin sabré que asi salindo,
Herias mi corazón.
Luché para retener mi llanto,
Más confezco sufri tanto,
Cuando mi apretaste la mano.
Y en la hora de la partida,
Tán cruel fué la despedida,
Que yo confezco mi amor.
Yo con la voz entrecortada,
Quisiera hablar no dice nada,
Calé en fondo mi dolor.
Rebusqué en mi pensamento,
Miré momento por momento,
De venturas que passé.
Y oculte mis ojos d'agua,
Sofocando la mi magoa,
En extenso beso que te dé.
[EL PAPEL HIGIÉNICO Y NADA MÁS.].
Julio Javier sigue a la bodega para comprar papel higiénico para suya madre Carmencita.
Llegando a lá, el pregunta ao tendero llamado Juan Perez... - Buenos dias, el señor tiene papel de limpiar posaderas?
El español de lejos si muestra aburrido cómo una ostra pués su bodega está llena...
Entonces, llama a Julio a un canto del mesón y enseña:... - Julio no és asi que si habla, pero usted debe pedir papel higiénico.
Dies dias después Julio volve a la bodega y pregunta:... - El señor tiene...tiene...tiene...tiene...
Julio hay olvidado el nombre y nervioso no si recuerda de las palabras y mirando las personas que si encuentrán en la taberna, más una vez, habla de su maneira.
El señor pudiera darme papel de limpiar posaderas?
De que se adiantó enseñar?
[Soneto para Benedicta]
Fui crucificado pela vida.
Morri nos braços da agonia.
Sofri as dores da ironia,
E, sou escravo das feridas.
Mas, eu quero, enfim, ressuscitar.
Voltar a viver, cantar e sorrir.
Ter alegria, gozo no porvir,
E; deixar fluir o tempo e amar.
Benedicta foi sem despedida,
Há seis décadas foi tua partida,
Esta é a triste realidade.
Por que partiste, assim, tão cedo?
Quando eu, ainda, tinha medo.
Dessa vida na orfandade.
[Soneto para Roberta]
Esqueça!... – Ele já não te ama.
Melhor é... – se ele já não te quer.
Faz-te sofrer e não te faz mulher,
E, te maltrata além da cama.
Crápula é esse tal Leonardo.
O qual, na vida das entrelinhas,
É como pomba que caminha,
Porém, ao peso do seu fardo.
O cravo infame de alma vã,
Que assim mesmo gera um tal Luan,
Dia desse eu hei de ver chorar.
Cravo insano e rude vai voar,
E, em Catolé do Rocha vai pousar,
Para outra louca maltratar.
[Despedida]
Adios deciste sonreindo,
Sin sabré que asi salindo,
Herias mi corazón.
Luché para retener mi llanto,
Más confezco sufri tanto,
Cuando mi apretaste la mano.
Y en la hora de la partida,
Tán cruel fué la despedida,
Que yo confezco mi amor.
Rebusqué en mi pensamento,
Miré momento por momento,
De venturas que passé.
Y oculté mis ojos d'agua,
Sofocando la mi magoa,
En extenso beso que te dé.
[SONETO AO BEIJA-FLOR]
Entre as flores brancas, e, perfumadas dos maricais,
Um beija-flor flutua, e, baila, alegremente, sobre a folha,
Alheio aos efeitos colalaterais da imensurável bolha,
E, livre, leve, e, solto, bate as asas entre os demais.
O néctar adocicado é sugado por dóceis abelhas silvestres,
E, isto, faz dessas flores - não mais que natureza morta,
Ante o calr tão abrasante que o céu rasga; e, vem, e, corta,
Nessas imagens tão singelas e quanto mais terrestres.
Em vôo elegante me voa esse lúdico beija-flor,
Entre as abelhas silvestres e no cenário multicor,
A me insuflar no fundo da alma a emoção.
É a vida que, absorta, se vai, e, sobe ao trono,
Embalada por singelos fragmentos de carbono,
E, eu contemplo a guerra dessa Criação.
E QUEBRARAM AS PERNAS DA MARIETA... - É VERDADE?].
[E QUEBRARAM AS PERNAS DA MARIETA... - É VERDADE?].
A primavera nos acena e, ainda que não seja em caráter definitvo, se despede com um adeus tristonho - daqui há, exatamente, duzentos e setenta e quatro dias voltará, e, certamente, com o mesmo semblante lúbrico com o qual me deixara na madrugada do domingo, 21 de dezembro , e, me dirá:... - [Bom dia!].
Entrementes, não consigo entender de forma clara e precisa a razão dos acontecimentos, porém o [Zé do Cavaco], bom comportamento, adquire o direito de passar as festas de final de ano com os familiares, e, assim, deixa o Presídio Estadual Arthur Moreira de Lucena Barros, na cidade de [Fica Quieto] - saiu na condição de retornar após o Reveillon, e, portanto tem um compromisso com a justiça - é o acordo firmado com as autoridades no que tange ao benefício pelo bom comportamento - [Zé do Cavaco] integra uma facção criminosa denominada [Comando Amarelo da Capital].
Não obstante, uma pergunta surge no zênite do nosso intelecto - até que ponto se estende a maldade e o sangue frio do [Zé do Cavaco?].
Por outro lado, há um episódio que, certamente, serve para mensurar o grau de capacidade em promover o lado do mal em [Zé do Cavaco] - aconteceu com a Marieta...
Imagine-se que ela, a Marieta, é uma incapaz e não anda sem o auxílio de outrem...
Bem; nessas condições, Marieta , amparada pelo [Zé do Cavaco], chega em casa, quando, por solidariedade, a [Maria Trombeta a irmã do [Zé do Cavaco] se propõe a ajudar, no entanto, há um pequeno problema.
Dir-se-ia:... - devido ao tamanho das pernas de Marieta, do tipo Ana Hickmann, ela não consegue passar pela estranha porta de entrada da residência, e, aí, está configurada uma situação de emergência - o que fazer?
O marginal, frio como os icebergs que povoam a costa da Groenlândia, usando e abusando do seu status diabólico, simplesmente, ordena:... - [Quebrem as pernas da Marieta; quebrem as pernas dela!].
Que crueldade!
Deveras, levanto o supercílio, fito a Marieta que me parece, pelo menos a minha pessoa, mais corada do que antes de ouvir semelhante sentença - o quebrem as pernas dela.
A esse ponto, vejo que duas lágrimas espessas rolam pela face rosada da Marieta quando ela, em estado de estresse, vê nas mãos do seu carrasco a ferramenta que, diante da sua imobilidade, cumprirá a determinação do marginal frio, e, sanguinário.
Uma pancada, duas, três, quatro; as pernas delgadas da Marieta estão quebradas em meio ao sofrimento e a dor- afinal não fora esta a ordenança do [Zé do Cavaco], marginal frio e calculista como forma e solução para inferir a Marieta no interior da residência?
Bem; agora é necessário se providenciar uma intervenção cirúrgica com vistas a reconstituir, recompor as pernas de Marieta - é o que se faz.
Entrega-se a moribunda aos cuidados do médico boliviano [Carlos Martinez Fuentes Rivera], o qual, chega, e, em suas mãos há um bisturi,uma tesoura, um estetoscópio, material para sutura, drenos, coaguladores, martelo, serrote, e, até pregos... - mas, tudo isso será necessário em uma operação cirúrgica para se recompor um membro inferior?
Não sei! - Não sou médico e, tampouco, carpinteiro, marceneiro - eles usam martelo, serrote e pregos; eu não!
Destartes, imagine-se... - a operação seria realizada à sangue frio; sem anestesia, por isso, imediatamente, eu me retirei; não tinha no âmago o menor estímulo para presenciar o sofrimento da infeliz Marieta.
Caminho pela [Praça João Matias], entro na [Rua Leonardo Pimenta], tomo sorvete, jogo conversa fora, acho que aguardo, seguramente, por duas horas e cinquenta minutos pelo fim da cirurgia, e, enfim, retorno.
De fato, a operação já havia terminado e Marieta convalescia a um canto...
A esta altura descobriu-se... - a operação se torna algo utópico, desnecessário, pois, ainda que a porta de entrada fosse tanto baixa quanto estreita, se ao invés de se quebrar, se tivesse virado as pernas da Marieta, ela teria entrada, perfeitamente, amparada pelas mãos de [Maria Trombeta], e, seus ajudantes.
O lado ignóbil da história... - pena é que uma das pernas da Mariera teve se ser transplantada... - se colocou uma de cerejeira enquanto as outras são de mogno.
Marieta está nova, pronta para cumprir a sua missão como mesa de copa... - é isso aí!
Encontro
Eu faço da minha queda,
Não somente uma queda,
Mas, estranho passo de valsa,
No centro da infame valsa,
Que me é a vida sofrida,
No dia-a-dia da lida.
Enfrento a faina de medo,
Que há na caixa de segredos,
Dos mais crassos sofrimentos,
E o grito dos meus desalentos,
Atingem aos labirintos em ruído,
Em meio ao ar poluído.
Eu tenho um medo de fadas,
Mas, dele eu faço as escadas,
Tenho que sair deste inferno,
Onde há tanto tempo hiberno,
E nem que elas sejam de papel,
É nelas que eu subo aos céus.
Dos sonhos ocultos pelo monte,
Com eles construo a ponte,
E não meço o nível da dificuldade,
E nessa mais crassa realidade,
Relevo o ponto e o contraponto,
E no passo do amor – te encontro!
[Acordo ortográfico... – um olhar crítico e nada mais!].
Prudentia sapere est distinguire aliqu-una actione quae si quaerere et quod necessariu est evitare... – a prudência é saber distinguir alguma ação que se quer e é necessário evitar – antes que os inimigos de outros idiomas se levantem; eis em seguida a defesa – o texto que, a seguir ides ler, está atrelado à locução verbal [convém evitar].
Os primeiros fótons surgem no zênite do nascente, e, anunciam a alvorada do dia 20 de janeiro – é-me necessário o viver de mais um dia.
Preciso escrever... – mas sobre o quê?
Tomo a esferográfica que, ainda, dorme sobre a mesinha da sala de estar, escolho o assunto a abordar – ortografia – o mais badalado nestes tempos ignotos.
Para começar, na qualidade de Diretor de Cultura do Fórum de Debates Arujá – SP, em nome da Presidência, da Diretoria, dos Conselhos de Administração e Consultivo, bem como do elenco de membros, mais uma vez, faço deslizar a tinta sobre a face do papel, desenho os caracteres romanos para trazer à luz a polemica e dispensável mudança proposta pelo recente [Acordo Ortográfico].
Como se sabe, o português é uma língua derivada do antigo latim originário do latium – lê-se Lácium – e como tal, integra o grupo dos idiomas neolatinos, e, de cujo status fazem parte o espanhol, o italiano, o romeno, o francês, et coetera.
Desse modo, é claro que não devemos adotar a postura das lesmas que se ocultam em seus caracóis, e, é nesse sentido que me sento à mesa para advogar a tese de que, efetivamente, não falamos o português, mas, sim, o brasileiro, aliás, em tempos anteros, o designativo da atividade profissional daqueles que cortavam as [Ecchinatas Saginatas] mais conhecidas como [Pau Brasil], ou, ainda [Ibira – pitanga], do Tupi-guarani.
Como parte de minha defesa, lanço mão de uma frase, uma apenas, - sapato marrom está sobre cadeira – nota-se, claramente, pela forma gráfico-sonora do brasileiro – português-brasileiro – sabe-se lá – a ausência do artigo definido, soando ou ressoando, desse modo, desconectado aos nossos ouvidos atentos e sensíveis.
Explica-se – o idioma de Portugal é mais fiel ao latim, e, formalmente, é contumaz o excluir dos artigos definidos em sua forma de elaborar as frases.
Por outro lado, o português, na mais pura essência, não possui vernáculas como [Ara-puka, Mara-kuta-ya, Mirï, e, nem tampouco, adota expressões idiomáticas como ig-apo, ig-asu, iga-rape, ita-una, abare-bebe, significando extensão alagada, braço de rio, pedra preta, padre voador. No entanto, a questão se avilta quando a pretensa uniformidade da língua se veste da capa da intangibilidade visual, ainda que conserve a túnica da sonoridade – logo, a menos que se possa provar em contradita, tudo não passa de meras oportunidades para especuladores editoriais e assemelhados no que tange ao aferimento lucrativo].
Daí, o que se vê?
A Comunicação adotar a nova grafia, as escolas se obrigarem a ensinar o sepultamento do trema, a asfixia do hífen, o coma induzido do agudo e do circunflexo, e, isto, por força das mudanças impostas pelo [Acordo Ortográfico]. Não obstante, com exceção a Portugal; Cabo Verde, São Tomé, Príncipe e São Nicolau das Queimadas – fazem o tipo – tô nem aí! Não decidiram quando as mudanças vão começar, e, isto, se é que vão ter início.
As demais postulantes à pretensa unificação – Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste estão como as vagas que se chocam de encontro aos rochedos, pois nem ao menos o validaram na medida em que, ainda, desconsideram as proposições esdrúxulas.
Conta-se que o [Diário da República], uma versão do [Diário Oficial], em Portugal, ainda que se verifique singela imposição do [Ministério dos Negócios Estrangeiros] – versão brasileira do [Ministério das Relações Exteriores] está sendo publicado de conformidade com a [Regula Fidei ad acordu – regra fiel ao acordo]; – há tempo – o prazo se estende ao próximo ano 2014.
Como se observa, o Brasil do atual Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de quase duzentos milhões de nativos, prestes a integrar ao lado de United States of American, Nippon, Shon-ron, England, Deustchland, Itália e os demais – aos nomes próprios não se oferta versões – a Comunidade dos Países Ricos, a exemplo de nações menos expressivas no cenário mundial do terceiro milênio, não consegue identificar na tela iluminada do bom senso a ignóbil inutilidade das mudanças propostas já que se muda a forma de escrever, mas não o modulo da pronúncia.
A este ponto, tomo emprestada a frase dita pelo famoso estadista romano, o [Caesar... – Imperador] Julius Caesar – o título se fazia anexar ao prenome – [Alea iacta est... – a sorte está lançada], pois o fonema [j] não havia, ainda, sido importado do grego uma vez que o vernáculo não havia, conseqüentemente, se tornado Greco-romano; diria:... – A sorte está lançada e a liberdade, ainda que tardia, é a única condição no mundo em que estamos firmados para contradizer inolvidável disparate.
Mudanças na escrita – o acordo ortográfico não enraíza em outros países de língua portuguesa, ou, de alguma derivada do Francês, do Romeno, do Italiano, do Espanhol – se houver, e, há na figura dos dialetos, mas Portugal crê no tempo como peso e medida conciliatória, portanto, como se vê, o Acordo Ortográfico não é aceito em outros países porque, na realidade, é caótico, dispensável e insustentável.
Questiona-se...
Onde estão os capacitados Domingos Pascoais Cegala? Por que não se manifestam os lendários Aurélios Buarque de Holanda? O que dizem os Josés Sarney? Por qual razão silenciam os literatos renomados diante de tão inexpressiva propositura? Será que é necessário entrar no cenário uma Elisa Ferraz, uma Rejane da Silva Barros ou um Ademiro Alves de Sousa?
O que se vê?
Primeiro; um país incapacitado para argumentar, como já se viu, onde falando não o português, mas um vernáculo derivado pela enorme ascendência do Tupi-guarani, além de vernáculas importadas do Asturiano, do Italiano, do Francês, e, até das línguas semíticas, se sujeita aos caprichos impostos pela pátria irmã.
Ora, Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afinal, há exatos cento e oitenta e sete anos, em 2009, segundo nos relata a história, Pedro de Alcântara Francisco Antonio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim Jose Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourboun, isto mesmo, o D. Pedro I, teria proclamado a Independência do Brasil quando, na realidade, os anais da historicidade humana maquilaram o acordo para pagamento e transferência da dívida portuguesa com England – Portugal deixou de dever e o Brasil assumiu o ônus, England ressarciu os seus cofres e United States of American assumiu o status de credor.
Por essa razão, Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não se daria o caso do Brasil, a exemplo de nações menos expressivas, permitir que as vagas se choquem contra os rochedos da existência já que, no modo de entender deste escritor, há uma enorme diferença entre o vernáculo português e o brasileiro?
Para finalizar, analisando em linha de conta o disparate de tal proposição, verdadeiramente, resta-nos conviver com a imposição antera de uma equalização lingüística e com a inutilidade póstera do insondável acordo.
José Lopes
Diretor de Cultura do Fórum de Debates Arujá - SP
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[Simulacros do passado]
[Santos... – um olhar sobre a cidade.].
Fotografias: Ernesto Papa
Textos: João Batista Mendes Neto
Edição: Juan Esteves
[Esta Santos, que completa 462 anos, é uma cidade particular, única. Mas os indícios representados pelas fotografias apresentadas neste livro estimulam o exercício da imaginação e permitem ao leitor recriar um passado mítico. Azulejos centenários, igrejas seculares, mármore, bronze, vitrais. Marcas de uma história que se perde na origem do Brasil do Século XVI.].
Prefeitura Municipal de Santos
O texto em tela inspirou o poema que, a seguir, ides ler:
[Poema do namoro no bonde]
Ah... – como eu queria namorar você!
No entanto, eu me pergunto: - [Onde?].
Sei lá... – na rua, na praça, no bonde.
É... – eu só sei – queria namorar você.
Comer pipoca, tomar sorvete; ir à lanchonete,
Andar de mãos dadas, e, comer pão de queijo,
Solver a delícia do gosto do teu beijo,
Amar-te no banco, na relva... – oh Arlete!
Ah... – como eu queria namorar você!
Na cama, na lama, na grama; no bonde,
E, assim, tomar consciência do onde,
Do onde eu queria namorar você.
o texto >>
[Poema as mulheres do mundo inteiro]
Recordo – é-me novo dia 08 de março,
Tomo a espátula, os pincéis, e, as tintas,
Que inanimados – dormem na gaveta.
Ouso pintar na tela aos traços e retraços,
A tua imagem tão lúbrica, e, quão distante;
E, até dispenso o uso normal da ampulheta.
Ponho em prática aquilo que a vida ensina,
Busco em Gioconda o sorriso e o olhar,
De madame [Du Barry] sugo apenas o glamour,
O ar enigmático trago de Valéria Messalina,
De Gabriela Delacroix a imagem singular,
E, a beleza me vem de madame Pompadour.
Para terminar o meu estranho sonho de pintor,
Insuflo-lhe a vida com a voz de Dulcinéia,
Além de impor-lhe a pureza dessa tal Maria,
É-me necessário beber do cálice do amor,
Para, enfim, dar-lhe a malícia de uma Frinéia,
E expor na tela a imagem da minha Maria.
[SOPHIA LOREN... - LA BELLA DONNA ANCHE SE LEI ABBIA SETTANTA DUE ANNI DI ETÁ.].
A vigilia di completare settante
due anni, la attrice italiana [Sophia Loren continua uma bella donna comme parlarino tutti compatriotta suo].
Io considerari insoportabile bella i è sufficiente avvista a lei di presso in comprovari la tese.
ElIa la Loren che há specchio dentro a residenza segue usando la bellezza a auspici sua.
Per questo a l’ultima settimana di il mese di luglio causò furor ela notizia di ché lei poserebbe in calendário [Pirelli] anno 2007, pubblicazione famosa per portare beltà di il mondo artistico i di la moda in fotografia sensuales.
L’informazione divulgata per la
rivista italiana [Gente] presto andò conformata per l’attrice, tuttavia com la confermazione veni il mormorio in prima, Ché Sophia Loren avrebbe inciampato fare uno nudo artístico vestendo, soltanto,
uno pari di orecchino di diamantes, piu dopotutto il segretario suo, senza molta pacienza con l’informaziones, parlò Ché no è vero la storia di nudo i giurò che cleinet sua sarebbe fotografia con uno
vestito di notte di l’amico Giorgio Armani.
No sola ma anche, in finale, per il quattro anagolo di mondo, nient’altro è una fotografia di retroscena in ché ella aparisce in la letto di sottoveste nera i coprita per uno
lenzuolo.
Sophia che giá aveva stato
sondata per la rivista [Playboy] no há molto tempo i declinato di invito parla a chicchessia che è felice com l‘esperienza di il calendario.
Tuttavia, poço a poco il fatto si torno pubblico, ma Sophia Loren era in Venezia, in Itália i no confirmò il nuovo lavoro i era la invitata di la famiglia italiana [Apponte], padrona dei uma flotta
di naviglios i di quale l’attrice è amica personale há molto tempo. Ma una vece, ella era madrina di uno naviglio di il casata.
Per parlare in questo, Sophia pare essere si specificato in uno nuova fase di la vida l adi madrina in inauguraziones.
Io riconordo che in apertura de um shopping in la cittá di São Sebastião do Rio de janeiro, há almeno sei anno, ella appuntò presenze sua.
Al ritornare a Venezia, ma
specificamente a bordo di naviglio, ella conversó com uma reppresentante di stampa internazionale ávida per scambiare almeno cinque od sei parábolas, ma repentinamente, pareva estenuata con la
maratona di intervista però l’appunto no fu sufficiente per rimuovere suo buono umore.
Usando biancheria con tutta eleganza, inseparabile occhiali, Sophia Loren era lontano di immagine di pedina che diventò eterno in cinema italiano, in pellicola comme la bella [Uno giorno molto
speciale], di Ettore Scola od [Due feminas], di Vitório De Sicca i con questo guadagnò uno Oscar.
A prima vista, no resterebe fuori
di mano quella contestazione... – [ché cosi succede con te per sostentare in questo modo tanto bella].
Sophia Loren sorretti, I, parlò... – [segretto mio è!].
[Andreia na zona... – jamais imaginei!].
Não me recordo com exatidão, mas eram, aproximadamente, 06h 15m do kronoV quando o meu LG – KP 210 – o meu celular – me despertou do sono Alpha.
Abri meus olhos, e, automaticamente, lancei um olhar na direção do relógio penso à parede e de onde os ponteiros marcavam 07h 15m do kairoV – o tempo humano chamado de horário de verão.
Era-me o dia 24 de outubro – [2008], e, como sempre, teria um compromisso na cidade de Suzano...
Entrementes, enfio os pés na Havaiana que ainda dorme sob a cama, retiro do guarda-roupa uma toalha com o emblema do Corinthians; vou ao banheiro, tomo um banho, visto a calça de tactel na cor cinza, a camiseta amarela com o distintivo da Associação Cultural Literatura no Brasil; calço o meu par de sapatos marrom-avermelhado e me preparo para o meu desjejum.
Sento-me à mesa, tomo uma chávena de chá de Erva Cidreira adocicado com o mel das colméias do Alcebíades, engulo, literalmente, um pão francês com margarina, bebo duzentos mililitros de água mineral Cristal, e; saio.
Cumprimento no caminho apo Zé Guitarra, e, venço os trezentos metros de distância até o ponto do ônibus – linha Tupã/Rodoviária – onde encontro a Andréia.
Nada além da ilusão de quinze minutos e o coletivo surge semi-oculto pela curva à esquerda da Estrada do Retiro; adentro, abro o vidro contiguo para respirar o perfume das flores das [Eucaliptus Cinérea] que circundam a rodovia quando, ao fundo do velho Mercedão, visualizo a silhueta com ares de ampulheta da Andréia.
Bom dia!
Como vai?
Alguns minutos depois ela salta, mas eu continuo o percurso até o ponto final – preciso adentrar ao primeiro 273 – Arujá/Suzano – via Pinheirinho – eu vou colaborar no Projeto [Apetite Literário.].
Não obstante, quando passo pela Avenida dos Expedicionários, o que me estranha aos olhos? Nada mais, nada menos quando vejo que a Andréia, puritana, entra na zona – ela trabalha ali?
Bem; cada qual sabe de si; Deus de todos!
Retornando à origem – Arujá – apeio na Avenida Antonio Afonso de Lima, subo a Rua Euclides da Cunha, depois, a Praça Benedito Ferreira Franco onde, misto de estupefato e surpreso, eu vejo Andréia saindo da zona...
Verdade é; ela, a Andréia, ainda estava na zona...
Foi mais um dia de seu expediente na [Zona Azul] – o sistema de estacionamento instalado no Município de Arujá.
Isto aí!
“Lucrézzia Bórgia... – uma marionete nas mãos de um psicopata chamado Alexandre VI!”
Como se sabe, existe na historicidade humana ser que são predestinados a encarnar o bem e o mal, o correto e o incorreto, o certo e o errado, o côncavo e convexo, o reto e o curvo, a luz e as trevas, o sagrado e o profano... – Uma dualidade... – Lucrézzia Bórgia... – Sinonímia das orgias da infame trilogia que evidencia a ninguém mais ninguém menos do que “Rodrigo Lenzuolo Bórgia”, nome apostólico Alexandre VI, libertino, sanguinário, impiedoso, capaz de causar rubor a “Lúcifer”, um dos anjos decaído e cognominado “Satanás!”
Rodrigo Lenzuolo Bórgia, o ducentésimo-décimo-terceiro papa, não por eleição, mas, por compra da currul [1], forma a infame trilogia das trevas em conluio com ninguém mais ninguém menos do que “Cesare Bórgia” – o Duque de Valentinois e, ainda, a própria Lucrézzia Bórgia de quem se pretende falar neste texto e que se torna eterna na estranha profissão que configura o ofício de cortesã.
Cortesã – palavra aposta no dicionário “Michaelis”, oriunda do vernáculo italiano cortigiano, o feminino de cortesão, a dama da corte, a prostituta de luxo; Lucrézzia Bórgia é, ao mesmo tempo, as duas variáveis – a ama da corte do Vaticano, filha do Papa – do vernáculo grego PappaV – chefe da Igreja Católica Apostólica Romana – e a cortesã – filha da cortesã Rosa Vanoza Cattanei, que sem fé, sem lei, sem coração, sem alma, eiva de vícios, de poder, de ouro, de paixões, de roubos e de homicídios vive das orgias desenfreadas e à luz do veneno dos Bórgias.
Lucrézzia Bórgia, é a pantera loira, é a inconfundível flor do lótus na existência que, à luz da primavera da sua mais singela jovialidade, à luz dos seus dezesseis anos exala os perfumes da distinção, da graça, da nobreza, da finura e da elegância, exceto a essência que deve emanar do coração e, espelhando-se na genitora, passa a freqüentar o seu aposento particular no palácio dos Vanozas sempre acompanhada pelos senhores abastados de sua época e pelos jovens da mais alta aristocracia romana e em cuja linguagem dos olhos, inicialmente, antera a dos lábios, ela se dá segundo aquele que mais possa lhe oferecer tal como acontece com o jovem, ainda que pobre; Marcello Candianno ou com o ricaço Nicolau D’alberghetti.
Verdade é que, certa noite, D’alberghetti, após desfrutar da companhia agradável e prazerosa e Lucrézzia, ao atravessar a Praça de São Marcos, antes de tomar a sua gôndola na Piazeta, um dos lugares mais sutis de Veneza se vê diante de uma enigmática silhueta envolta em uma máscara negra e, nesse momento, tem a glote atravessada pelo fio duplo de uma esgrima, ao tempo em que houve – “Avevo mirare il homo ché como tu ama Lucrézzia ... – Hás de olhar o homem que como tu ama a Lucrezzia!”
Ele balbucia – Ce...Ce...Ce – zare!
Marco de um relacionamento incestuoso entre Lucrézzia e Cesare Bórgia, o qual a ela vai confidenciar: – “Assim como não viste mais a Marcello Candiano não mais verás a Nicolau D’alberghetti, acabo de matá-lo e ato continuo a estreita, trêmula, em seus braços”.
Os colóquios sutis que se dão entre Cezare e Lucrézzia são, por muitas vezes, interrompidos de uma forma brusca diante do inesperado aparecimento de Francesco e, nesta entrevista não é diferente, ainda que, ao tempo em que os dois se enfrentam, a aprendiz de meretriz adornada em sua capa da extrema leviandade, como uma louca, a jovem se lança de encontro, primeiro a um deles e depois ao outro e, ardentemente, os beija a cada um e, entrementes, os empurrando até a porta do quarto diz:... – “Io miro a te domani – Te vejo amanhã!”. Contudo, em tudo se faz crer que, sexualmente, Lucrézzia não pertença, apenas, aos seus irmãos Cezare e Francesco, haja vista que a ascendência dela sobre o Papa Alexandre Vi é evidente, como, aliás, vai se pronunciar a seu tempo, Giovanni Savanarola, que sugere haver um relacionamento incestuoso... – “ Relacionamento entre um pai e uma filha!”.
A célebre cortesã Lucrézzia Bórgia tem por um hábito o fatal envenenamento dos seus amantes desde quando, desinteressada e ou, plenamente, saciada e se pretende descartá-los lhes ceifa a vida, ainda que estes sejam os esposos e, assim, na tela frágil da existência, ela é uma figura execrável nem tanto pelo asco, mas pelo acúmulo de infâmias... – é rival da própria mãe e das amantes dos irmãos e, assim, o seu maior castigo é o nascimento de uma filha... – produto das muitas noites de orgias e de amores, um fruto vivo dos seus relacionamentos impuros... – “Dir-se-á que, somente, Satanás, diante do segredo da sua gravidez e da ocultação do momento do parto, sabe se a filha que lhe nasce é gerada de Francesco ou de Cesare, pois, segundo ela própria relata não se arrisca indicar qual deles é o pai.”
Solução...
Os familiares lhe dão um marido... – o Conde Fernán de Castella, irmão de Rosa Vanoza Cattanei, o chamado Dom Estevão, o qual, algum tempo mais tarde, depois de uma entrevista entre ele próprio, Alexandre VI e Rosa Vanoza Cattanei, morre perante uma espécie de colapso... – “O colapso provocado pelo vinho envenenado pelo inesquecível veneno dos Bórgias”. Quanto a Rodrigo, bastante tempo depois é proclamado Papa sob o nome apostólico de Alexandre VI segundo a decisão dos vinte e dois Cardeais e demais partícipes do Elencado Clérigo, agora, cumula aos seus filhos prediletos; Cesare e Lucrézzia de ouro, de feudos e de dignidades. De fato, Cesare se torna em primeiro plano um Bispo, depois um Cardeal e, por fim, se transforma no Duque de Valentinois. Quanto a Lucrézzia, se casa em segundas núpcias com Giovanni Sforza, no entanto, o que se vê e que paixão psicótica de Cesare pela irmã resiste ao tempo e, nesse sentido, certo dia, nove punhaladas lançam ao solo e fazem moribundo ao rival que lhe representa o Duque de Gândia, Francesco, pasme-se, o seu próprio irmão e a quem Lucrézzia Bórgia, em suas desvairadas orgias recebe, secretamente, em seus próprios aposentos de algum tempo mais tarde, enquanto, por estranho capricho, se interna no Convento de São Sixto.
Alexandre VI jamais perdoa a Cesare quanto ao ignóbil e não menos ignoto fratricídio e a sua mãe idem, tanto que, já em mil, quinhentos e quatro, Rosa Vanoza Cattanei ao deixar o Terra pelo advento da morte e conseqüente retorno à eternidade, jamais dera uma palavra à Cesare ou, até mesmo, se dignara a aceitar os seus carinhos filiais... – “Pudera!”.
Lucrézzia Bórgia, devassa, leviana e inconseqüente tanto coleciona amantes quanto compila maridos ao longo da sua historicidade... – Alphonso, o Duque de Bisélia é o terceiro e, sempre, em razão dos interesses escusos, dos desejos mútuos, tanto os dela quanto os de Alexandre VI e não menos os de Cesare. Lucrézzia Bórgia, a paixão de Alexandre VI jamais abandona a cidade de Roma, pois como um meio estratégico para manter a filha e amante ao seu derredor, o Papa a torna governadora vitalícia do vilarejo de Espoleta e de seu Ducado. No âmbito das dependências do Palácio do Vaticano a ala Terra-nova é ocupada por ninguém mais ninguém menos do que Lucrézzia que, em suas noites de orgias, concede audiência a Cardeais, atua na superintendência dos negócios do Vaticano, cuida do expediente do pai, expede as bulas e, ainda, se apresenta no Vaticano, sempre, acompanhada das suas asseclas de orgias e devassidão, ainda que, evidentemente, o palco seja o átrio da própria Basílica de São Pedro – “Quanta incoerência!”.
A infame trilogia Alexandre VI, Cesare e Lucrézzia necessitam, cada vez mais, de ouro para cobrir o luxo desregrado e infame e, para consegui-lo, promovem festins para aonde afluem toda a nuvem de abastados e devassos e aos quais o veneno dos Bórgias e não os Bórgias, diretamente, se é que isto faz a diferença, se encarrega de lhes ceifar a vida, se alegando, sempre, para tanto, os problemas da possível e inevitável indigestão, os louros da momentânea discórdia, o ápice das acaloradas discussões ou, em casos mais extremos, a justiça feita pelas próprias mãos, mas, nunca se admite a hipótese real; a do envenenamento.
As caçadas, os bailes e os banquetes, além dos envenenamentos e das punhaladas, tudo isso, a titulo de sobremesa, não são, todavia, os únicos divertimentos tanto de Alexandre VI, quando de seus filhos Cesare e Lucrézzia Bórgia... – “O slogan “aut Cesare aut nihil – ou Cesare ou nada” esclarece a tônica não da infame trilogia, mas a tônica particular do Duque de Valentinois, tanto a pactual quanto a sexual.
Mês... – “Outubro...” – “Ano... 1499...” Lucrézzia Bórgia eterniza ao seu enésimo amante... – amabilíssimo por sinal, espirituoso, Fabrício Ballioni, de Milan.
Domenica, lunedi, martedi, mercoledi, gioverdi, venerdi e sabato – domingo, segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e sábado, durante o interregno de uma semana, Cesare, prudente como as serpentes quando se sentem ameaçadas ou símplices como as pombas, ainda que, o seja sanguinário como os leões quando sentem fome, cerra as cortinas de sua alma (os seus olhos) no que tange as constantes visitas de Ballioni aos aposentos da luxúria lucrezziana, instaladas na Basílica de São Pedro, não obstante, externa o seu descontentamento a Lucrézzia:... – diz: – “Lucrézzia, Ballioni me aborrire, abbandona le – Lucrézzia, Ballioni me aborrece, abandona-lhe!” Replica Lucrézzia: – “Io non lê abbandonarò perché lui diverte a me... – eu não o abandonarei, porque ele me diverte!” Cesare volta-lhe a costa, mas Lucrézzia lhe segura pelo braço e observa: – “Si toccate in Ballioni io sono mui onesta a parlare a te che giammai te perdonarè... – se tocares em Ballioni eu sou muito honesta para te falar que jamais te perdoarei!”
Alguns dias depois, pela manhã, Ballioni, após uma longa noite de amor nos braços da encantadora Lucrézzia, se afasta da residência da amante e, no caminho, encontra a figura de Cesare que, sob um arbusto, tranqüilamente como se estivesse à espreita, come uma laranja da messina... – faz calor!
Todavia, o Duque de Valentinois se finge de um tanto cortês e outro tanto amável e, blefando, diz:... – “Ola, signore Ballioni dove sara sorella mia – ola, senhor Ballioni onde estará minha irmã? Volai uno pezzo de arancia mia... – Quer um pedaço da minha laranja?”.
Ballioni aceita dividir a laranja com o seu sanguinário cunhado e, resultado; em cinco minutos, sente um intenso mal-estar e questiona: – "Il ché io saro signore Cesare dopoché io andai a manggiare la arancia sua e passo molto male... - O que eu sei senhor Cesare é que depois que eu andei a comer a sua laranja passo muito mal!”.
Não mais do que uma hora depois já é um moribundo.
Ao saber da trágica noticia, Lucrézzia, como não pode deixar de ser, não que ela mesma não use desse expediente, mas porque havia avisado ao amante-irmão se sente revoltada;... – diz:... – “Fosti tu che le matasti Cesare sai dirme il perché... – “Foste tu que o mataste Cesare diz me o porque?” E Cesare irônico... – “Io sono innocente di sangue suo, in vero, chi le mato fu la arancia... – “Eu sou inocente do seu sangue, na verdade, quem lhe matou foi a laranja!” Lucrézzia completa: – “Io credo, la arancia batezzata con il veleno dellos Bórgias... – “Eu creio, a laranja batizada com o veneno dos Bórgias!”
Não há provas, evidentemente, desse acontecimento, pois ninguém presencia o colóquio semi familiar do Duque de Valentinois com o senhor Ballioni, mas Lucrézzia, como havia prometido, durante algum tempo, estremecida, evita, peremptoriamente, ao irmão-amante, um misto do homem e da fêmea em sua mais crassa homogeneidade, o estranho bissexual, o misto de garanhão e de pederasta, contudo, as evidências de novas festas se aviltam em Roma, o Duque de Bisélia, agora, o nobre esposo de Lucrézzia, o genro de Alexandre Vi, está de volta à aristocracia vaticanista e a Roma dos prazeres, da iniqüidade e da luxúria. Cesare, por questões de combinações políticas se finge, como de costume, um fiel amigo do nobre cunhado, mas, ao seu tempo, se arvora no mais sanguinário juiz e o sentencia à morte. Quanto a Lucrézzia Bórgia já não se lembra do pobre e não menos desvalido Ballioni.
Alphonso, o Duque de Bisélia, sem desconfiar da falsidade que impera no âmbito da infame trilogia, é recebido tanto pelo Papa, seu sogro, quanto pelo Duque de Valentinois, seu cunhado, com as pompas de um grande amigo e um membro querido da família... – “Quanta incoerência, falta de caráter e falsidade!” Cesare, em particular, finge ser o cunhado o seu melhor amigo... – “Que sagacidade e ironia!”
Entrementes, golpes de alabarda no ombro e na cabeça, estocadas no flanco, nas têmporas e na perna, além de um estranho estrangulamento ceifam a vida do Duque de Bisélia. Lucrézzia Bórgia está viúva pela terceira vez.
Como todas as Lucrézzias são volúveis, vulgares, vilãs, volitivas, vis, quase todos os vês, uns seis meses depois, a leviana e devassa Lucrézzia, de novo, se casa, ela vai esposar o Duque de Ferrara... – Alphonso D’este.
Está-se em 18 de agosto de 1503 e se não fosse o impar acontecimento, um dia comum como tantos outros na vida do Vaticano, isto, se não fosse o dia do deplorável fim de ninguém mais ninguém menos do que Alexandre VI, pois o arroubo de Cesare para eliminar aos seus opositores e aos seus arquiinimigos políticos trás, nesse dia, um sério transtorno no que tange a tranqüilidade dos Bórgias. O fato acontece quando, ao instruir aos despenseiros quanto ao servir do vinho à seu comando, Cesare, não se sabe o porquê, omite um detalhe precioso e a que os serviçais de confiança estavam acostumados a saber; no fundo, jamais imaginaria a tragédia que estava por vir, pois o despenseiro entendendo de uma forma avessa a seus propósitos escusos diz a um dos criados:... – “Questo vino è reservatto a lo Papa... –” Este vinho está reservado ao Papa!”O mesmo criado, minutos antes de servir a ceia aos clérigos presentes, a pedido do próprio Duque de Valentinois, serve a Sua Santidade e a ele próprio uma porção, uma dose do vinho, supostamente reservado ao consumo do Papa... –” Lamentável engano de Cesare! Resultado... – Alexandre VI sucumbe ao fim de algumas horas, Cesare somente escapa ao se meter no ventre de uma mula, espécie de antídoto cuja autenticidade, por não admitir, lego aos historiadores do século quinze, quanto a Cesare, morre, em 1512, durante a guerra sustentada por Giovanni D’albertt quase dez anos após Alexandre Vi que, por ironia do destino, morre vitimado pelo mesmo veneno com o qual ele e a infame trilogia assassina, em conjunto, assassinam um exército de mais de duzentas almas.
Lucrézzia Bórgia é a única que sobrevive à família e, aparentemente, regenerada em seu ignoto comportamento parece sinalizar para os pesquisadores do século vinte e um que, antes de tudo, ela, a cortesã, teria sido mais uma marionete nas mãos infames e na mente doentia de Alexandre VI e, não menos, do Duque de Valentinois do que, essencialmente, a cortesã e prostituta de luxo a que a ótica do mundo se acostumou a rotulá-la.
Estamos em 1507 – quase cinco anos decorrem depois da morte do Papa Alexandre VI, os anos, inclementes, se passam, uns após aos outros, Cesare vai perecer diante da faina desvairada dos seus arroubos sanguinários – Lucrézzia Bórgia está só; sobrevive, como já se sabe, a família. Diante dessa evidência, rebusca o seu mais crasso pensamento. Vê as loucuras cometidas no passado e, talvez, tenha se arrependido de muitas de suas atitudes. Assim, tem o ímpeto de ver, rever, conhecer, se sabe lá o quê - a Giullia sua filha que, apenas, Satanás sabe se com Cesare ou com Francesco e que reside com os Mazitelis, um casal de camponeses na Vila de Bolca.
Assim pensa, assim age!
Põe-se a caminho!
Certa manhã, Lucrézzia, chegando a Bolca, um vilarejo provinciano, se dirige imediatamente à residência dos Mazitelis e pergunta - "questa é la residenza di Giuseppe i di Catarina Mazitelis... –” Esta é a residência de Giuseppe e de Catarina Mazitelis?" "Si signora... – “ Sim senhora, responde Giuseppe”. Argumenta Lucrézzia... - "A le quale fu affidata avevo piu meno diciotto anni uma bambina chiamatta Giulia... – “ A qual foi dada há mais ou menos dezoito anos uma menina chamada Giulia?”- " Si signora – “ Sim senhora”. " Io desideravo avvistare questa ragazza... – “ Eu desejava avistar-me com essa moça!" " Dove le stasse... – “Onde ela está?" “Dove le stasse nostra Giulia... –” Onde está a nossa Giulia?”Exclama a mulher em soluços. Em seguida confirma:... –” Há tre giorni ché ella é in le atrio di iglesia la sotto quella pietra bianca i quella croce nera... – “Há três dias que ela está no átrio da igreja embaixo daquela pedra branca e daquela cruz negra!" - "Morta... - morta!" Balbucia a infeliz Lucrézzia. "Si signora, é morta la nostra amata bambina fu, repentinamente, gioverdi l'ultima ora; a nove di la notte ela era pregando prima ché si sdraiasse... –” Sim senhora, está morta a nossa amada menina foi, repentinamente, quinta-feira à última ora, a nove da noite ela estava rezando antes que se deitasse.”"Gioverdi l'ultima a la nove di la notte... – “Quinta-feira às nove da noite?" "Lucrézzia estremece, pois é, exatamente, nesse momento que decide... –” Amanhã irei a Bolca.”Transtornada argumenta Lucrézzia... – “Dona a me alcuna cosi ché avesse appartetato a ella dunque io conosco la madre sua io levo il ricordo... – “Dá-me alguma que tenha pertencido a ela, pois que eu conheço a sua mãe, eu levo a lembrança”.Deram-lhe um crucifixo de marfim”.
Piu gratze, muito obrigado... – diz Lucrézzia e, de súbito, lhes lança a bolsa; após segue o seu caminho e não ousa orar à margem do túmulo, haja vista que a moribunda saia da terra e diga... - "Perché tu vinisci, maledeta, pertubare riposo mio... –” Porque tu vieste, maldita, perturbar o meu repouso?”“.
Atingimos o dia 24 de junho do anno domini 1519, Lucrézzia Bórgia, enfraquecida pelo peso dos anos passados na orgia, na leviandade e na devassidão se isso não for apenas um motivo para justificar a sua morte... – “Falece”.Mais tarde, um historiador chamado Pontano deixa a Cesare de fora, mas, no entanto, imortaliza os destinos tanto os da cortesã Lucrézzia Bórgia quanto os de seu pai, lançando, para tanto, mão desse explícito e singelo, mas, insinuante epitáfio... – “Escreve”: "In questo túmulo riposa la di nome Lucrézzia, mai, in realtá, la di nome de battésimo Tais, figlia, nuora e donna di Alexandre... – Neste túmulo repousa a de nome Lucrézzia, mas, na realidade a de nome de batismo Tais , filha, nora e mulher de Alexandre...– “Eu incluiria:... – “La marionetta di uno psicopatta chiamatto Rodrigo Lenzuolo Bórgia, il Papa assassino, frivolo i scostumato... – “A marionete de um psicopata chamado Rodrigo Lenzuolo Bórgia, o indiscutível Papa assassino, o por clérigo por demais leviano e o não menos devasso”.
[Mulher Internacional]
Termina a destra o teu rascunho;
· Pernas, braços; - e o tom do rosto,
· O modelo da mulher do meu gosto.
No buril; ferramenta que empunho.
Empresto a voz meiga de Dulcinéia,
Copio a visão que vem da tal Luzia,
Revisto da pureza de Maria,
Astúcia e malícia de Frinéia.
Face de Maitê Proença; - vou buscar,
O sorriso e o brilho do olhar,
Escrever, início, meio e fim.
Irene Ravache quero o seu glamour,
Dou-lhe o porte de madame Pompadour,
Mulher internacional; sonho para mim.
[Presente de Grego... – será?].
Para começar – uma pergunta:... – ganhar um presente é bom?
Claro!
Pois bem!
Uma conhecida marca de bebida vai sortear cinco presentes gregos, ainda que, necessariamente, não venham da Grécia...
Porra – cara...
De onde vêm então as preciosidades?
Preciosidades é o cacete...
Os presentes são equipados com um V-8; aqui não o biquíni que a cobre a [púbis] das mulheres, mas um conjunto de [oito] canecos, inclinadamente, predispostos.
O presente tem aparência relevante, quatro suportes não portugueses, isto é quadrados, em uso e mais outro destinado a quaisquer eventualidades, um painel de instrumentação, um porta-malas, sistemas eletrônicos inexistentes, alguns, totalmente, mecanizados e demais partes.
Eu diria:... – [Porra] o [Filho da puta] sorteado deve ter nascido com a bunda para o lua, e, com todas as Alphas Centauris, as Sirius, as Andromedas do universo dentro das entranhas, pois a engenhoca gasta a cada quatro quilômetros percorridos um litro de combustível – em suma – ao [Filho da puta] é necessário portar um cofre.
Não acreditam?
Os elegantes e antiquados [Fords Landaus] serão oferecidos mediante sorteio a cinco concorrentes em uma campanha da Coca-Cola.
O presente grego que o mala do [winner will be taking to the house] levará como acessório um moderno [DVD] com duas telas; uma na frente e outra atrás, um navegador GPS, geladeira, som da Pioneer, e, um kit GNV.
Merda; talvez fosse bem melhor levar a biga do Messala, a de Benhur, chamado Quintus Arius, o moço, a bigara de Pompilius Crassus ou de Publius Lentulus, ou, a coletânea de Lucius Aneus Sêneca.
No entanto, a curiosidade maior fica por conta do [slogan] da campanha, - Deu a louca no Birô-biro e com uma eleição virtual.
Quién fué mejor? ? Birô-biro o Maradona?
No lo sé... y todo para ganar cómo se diciera a poço; um presente de grego1
A Coca-cola forçou!!!!!
[Ars scriptoria... – fiat voluntas tua conforme decem regulae ad scripta”.].
O Fórum de Debates Arujá – SP, entidade sem fins lucrativos com enfoque na cultura, visando colaborar com os estudantes de uma forma plena, através de sua Diretoria de Cultura, neste ato, acha por bem elaborar atalhos para que aquele que os leia, venha a adquirir técnicas que lhe permitam discorrer dobre um determinado tema sem os atropelos da atualidade em virtude da carência do ensino mediante a Lei de Diretrizes e bases em vigor.
Mediante os exames que os alunos enfrentam todos os anos, seja os de avaliação do ENEM ou dos chamados Pré-vestibulares, diríamos que o treino é fundamental e, diferentemente das provas das ciências exatas, as de redação requerem que os estudantes obtenham, ao longo de suas escaramuças nos bancos escolares, um treinamento adequado para perceber, dentre outras adversidades, as sua próprias falhas. Por isso, para alguns dos postulantes a aprovação tanto em um exame de avaliação dos cursos de base quanto em exames vestibulares, os vestibulandos tremem e temem da cabeça aos pés. Destaca-se a particularidade em relação às demais disciplinas comuns, pois, como se pode observar, não existem as respostas consideradas certas ou as outras estimadas erradas e, nesse sentido, parece concordar o Professor de Português Eduardo Calbucci, de trinta e um anos, do Anglo.
Manusear as nossas lentes da observação e enfocar naquilo que os examinadores esperam do aluno ou dos postulantes a um Curso Universitário é algo considerado essencial. Analisando os explicativos de ninguém mais ninguém menos do que Leandro Tessler, de quarenta e cinco anos, Coordenador Executivo do Vestibular da Universidade de Campinas – UNICAMP pode ser o ideal; ele diz:... - “Cada instituição avalia de uma forma e, em geral, o manual do candidato já esclarece o que será avaliado”.
A prova de redação segundo estipula o manual do candidato a uma vaga na Universidade de Campinas – UNICAMP explicita que a prova composta de três propostas é um instrumento de avaliação de cada candidato sob a forma de retratar nas frias letras de uma redação um determinado assunto, pré-selecionado ou não e, ainda, que o escrever implica em se desenvolver processos de leitura e de argumentação e onde não somente os professores citados, mas, segundo a minha própria avaliação, um afirmativo genérico a todos aqueles que fazem da transferência de seu saber; uma profissão.
O que fazer?
Encontrar-se-á no final do túnel dessa crassa e crucial dúvida apenas uma resposta; a de que a leitura, a prática da redação e o treinamento são armas eficazes para aquele que almeja digladiar no extenso universo da competição e, aonde, a quantidade de redações não fazem a diferença, mas, sim, a qualidade dessas dissertações aliada a dedicação e aplicação na elaboração do texto, obedecendo-se ou não a um determinado tema previamente proposto.
Alguns cuidados a serem observados no momento da redação de um texto
De conformidade com a avaliação do universo de mestres a maioria dos alunos ou aprendizes que se submetem ao exame de redação, nem mesmo, imaginam ou têm idéia daquilo que estão sendo avaliados e, a vista disso, torna-se importante procurar entender aquilo que almejam esses avaliadores.
1. - Em linhas gerais, a redação é a única parte de um exame que não se apresenta sob a forma de gabarito porque exige uma creação, uso de propósito uma palavra derivada do verbo latino Creare [do nada], extinto de quase todos os vernáculos neolatinos, os quais conservaram, apenas, a vernácula criação, oriunda do verbo latino Criare, a partir da matéria, nesse caso substituída pelo intelecto, o pensamento, desde que apto a elaboração, ou seja, a creação [insisto em minha colocação] de algo novo [não uso a vernácula coisa porque coisa não é nada] ;
2. - Um aluno que pretenda oferecer um bom trabalho através de uma redação inteligente e entendível deve desenvolver o texto e planejar, de antemão, aonde quer chegar antes mesmo de iniciar a sua escrita;
3. Para esse planejamento julga-se necessário que o aluno ou o postulante ao ingresso no nível universitário reserve de dez a quinze minutos para refletir sobre o texto, isso é, sobre aquilo que pretende escrever;
4. Defender o objetivo e demonstrar a sua tese, lembrando que pontos de vista são mutáveis, no entanto, a opinião é algo praticamente imutável e, aí, se fundamenta o conceito de tese;
5. Prevenir-se sempre que puder sobre os conhecimentos dos critérios que serão as bases da avaliação da Entidade a qual está submetendo-se em teste;
6. Informe-se sobre o que se propõe no tópico com os professores, isto se mesmo, lendo o manual do candidato com a máxima atenção não se fizer compreendido nas medidas a serem adotadas;
7. Lembre-se de que a avaliação não deseja e não interessada em provar se o aluno ou o postulante a uma vaga no quadro dicente da Entidade é ou não um gênio. No caso da língua portuguesa será analisado pela Entidade e, conseqüentemente, pelo avaliador se candidato tem o padrão da escrita compatível com alguém que conquistou o certificado do chamado Ensino Médio;
Acertando ao Máximo na redação
1. Um dos grandes problemas é que, ao se iniciar uma redação, e não se estando previamente aptos a desenvolver o raciocínio que pretendemos, corremos o risco de fugir do texto e entra no contexto. Esta é uma constante nos chamados exames vestibulares e, geralmente, conduz a anulação do teste;
2. O fato de interpretar a proposta que, inicialmente, é solicitada é o fator mais importante para conduzir ao sucesso;
3. O desejo e a prática que conduz o elemento a escrever de forma culta é a exigência tanto de um estudo mais profícuo quanto de um treinamento mais especifico;
4. O hábito de ler é muito importante porque desenvolve aptidões e ajuda a entender como as outras pessoas escreveram e defenderam os seus argumentos;
5. Há um ditame popular que elucida:... – A pressa é inimiga da perfeição e, nesse caso, é a inimiga mortal do postulante ao nível universitário, pois é muito comum o não se ler a proposta antes para começar a escrever e terminar mais cedo;
6. Nem sempre o melhor é aquele que terminou mais cedo ou obteve a nota mais elevada;
7. Importante é adquirir o hábito de, antes, elaborar um rascunho para depois passar a limpo;
8. As redações mais bem acuradas não são escritas em menos do que uma hora em caso de provas e exames ou em menos do que duas ou três leituras e interpretação no caso de uma escrita profissional;
9. Contudo, no caso dos vestibulares, a redação nunca deve ultrapassar as duas horas, pois, caso contrário, poderá culminar na perda do restante das questões e quiçá de outras matérias;
10. Aconselha-se evitar a técnica de se expressar em uma linguagem que não se exerça um completo domínio, pois se nos utilizamos às palavras que não conhecemos, corremos um sério risco de tirar o texto do contexto ou comunicar o que não queremos;
11. Importante é, para nós, adquirir o hábito da auto-avaliação, relendo os nossos textos e vendo no que estamos errando. Isto leva a aprimorar cada vez mais a nossa forma de escrever, o domínio da língua e a errar menos;
12. Outra prática eficaz é a de ler as redações que, nos tempos da informatização, estão disponíveis nos diversos sites que, normalmente, contam com avaliações comentadas;
13. Não se devem importar os mitos propalados por outros vestibulandos ou até mesmo elementos que já conquistaram o nível universitário. O problema da redação é particular e somente se adquire com o hábito, primeiro da leitura e, segundo, da escrita. As provas jamais serão apresentadas sob a forma de um concurso literário, ainda que, mesmo assim, o espírito da competitividade esteja inferido;
14. Nunca se deve praticar a adivinhação de um tema e nem, ao menos, tentar reescrever aquilo que já foi escrito. Esta prática pode ocasionar a perda de tempo e com a perda de tempo pode levar à reprovação. Não se deve, também, tentar reescrever uma redação que se fez durante o curso ou perante um exercício; isto levará a produção de um texto sem qualidade;
“Confira decem ordines de uma bona scripta”.
[Confira os dez mandamentos de uma boa escrita.].
Os critérios abaixo foram criados pelo por professores do Anglo Vestibulares
- - Non fugire ad tema propostu in quaestione... – não fugir do tema posto em questão.
A figa do tema mostra que o aluno não compreendeu e pode gerar a anulação de sua prova;
- - Respectare mudus textual ad propositu ut argumentare ad conteúdo... – Respeitar o tipo de texto proposto para a abordagem do conteúdo;
Devem-se respeitar as características do texto exigido pela banca. Escrever uma narração em lugar de uma dissertação também é motivo para anular uma redação;
- Opnare cum argumentum ad-vice de jurare sinceritate... – opinar com os argumentos ao invés de jurar sinceridade;
Mais importante do que emitir opiniões é encontrar argumentos para sustentá-las;
- Laxare in considerationes opiniones contrarias... – levar em conta as opiniões contrárias;
Para defender um ponto de vista é necessário ter conhecimento sobre o tema e sobre as opiniões que os outros têm...
5. Non carricare contraditiones... – Não cair em contradição;
Se o texto começa defendendo uma determinada opinião, espera-se que continue fazendo essa defesa até ao fim;
- Non permittere quia parabolae sint sine controle ad intentione... – não permitir que as palavras sejam sem controle da intenção;
Policie-se em relação a idéias prontas, clichês facilitadores e preconceitos que se insinuam no discurso;
- Respectare normae et regulae ad língua culta scripta... – respeitar as normas e regras da língua culta e escrita;
Espera-se que a redação do vestibular obedeça aos preceitos da norma culta escrita;
- Evitare afectatione et exibicionismu em língua... – evitar a afecção e o exibicionismo na escrita;
Não se devem superestimar a correção gramatical nem uma linguagem artificial feita para impressionar;
- Evitare argumentum centratus in persona quia scripta... – evitar o argumento centrado na pessoa que escreve;
Em uma dissertação, evite os pronomes da primeira pessoa do singular que podem tornar o texto subjetivo;
- Non dare magis valor ad taça quam vinun quae habea in interior... – não dar mais valor a taça do que o vinho que tem dentro;
Atente-se...
Δευτέρα, 19 Νοεμβρίου 2007
יּשׁיּשׁםוֹיּ ףּסּוֹיּ
YoSePH YoMSHYSHY
[A borboleta de uma asa só.].
Era um a vez uma borboleta chamada Ana.
Ana, como toda borboleta, tinha sido, antes de tudo, uma simples lagarta e em cujo estado vivera por quinze dias, e, depois, por intermédio da metamorfose natural dos espécimes, teria criado um par de antenas, patas, asas e uma cauda singular.
De cor amarela, desenhos arredondados na cor vermelha sangue, Ana era uma borboleta diferente – possuía uma asa só para voar no interstício das setenta e duas horas de vida concedidas à espécie como um deficiente físico. Era, pelas outras borboletas, julgada uma incapaz...
As horas de Ana eram tão tristes que, uma hora, Ana entrou em profunda depressão e, assim, necessitou de cuidados médicos.
Na comunidade, havia borboletas jurídicas, contadoras, psicólogas, psiquiatras, de todas as profissões e, até mesmo, médicas.
Certa hora, incentivada por Claudete, uma borboleta cinza salpicada de bolinhas azuis da cor do céu, Ivete e Ivone, pretas com desenhos amarelos e vermelhos, e, Margareth, amarela salpicada de bolinhas pretas, assentaram-se na praça, mais precisamente, sobre um frondoso galho de Assa-peixe, e, entrementes, puseram-se conversa de forma animada.
Falaram dos namorados, da liberdade, dos passeios entre as arvores, do beijo nas Azaléias, nas Maria - sem- vergonha, nas Rosas, nas Dálias e na dança lúdica entre os pistilos.
A alegria era total, porém para Ana, ainda que participasse, ativamente, do bate-papo em idioma borboletês, mantinha os olhinhos negros marejados de lágrimas, e, tendo como motivo a dificuldade de, como as outras, voar – considerava-se uma inútil.
Inteligente e astuta, Ivete atraiu Ana até a intercessão de dois galinhos delgados que se estendiam a sua frente, e, ali, diante da tristeza depressiva da amiga, debulhou o leque de suas argumentações na tentativa de incentivá-la para a vida – perguntou:
- Por que você não se cuida? Afinal, você é tão bela, tão simpática que, a meu ver, a sua limitação em nada atrapalha a sua felicidade.
Ana observou:
- Que nada, eu sou uma infeliz. No meu estado, como posso arranjar um namorado, casar-me, por ovos, ter filhos, se até mesmo na dança do amor, perante a minha deficiência do meu vôo, me impede a plena alegria das núpcias.
Ivete contra argumentou:
- Nada disso, na comunidade há uma psicóloga chamada Edna; dizem que é muito boa. Uma borboleta marrom toda salpicada de bolinhas azul marinho que de tão linda e competente em sua profissão; – dizem – mais parece uma fada. Vou levar você até ela!
Ana retrucou:
- E será que vai adiantar?
Bem, chegando ao consultório de Edna instalado entre as folhas e as flores de uma rama de maracujá, a psicóloga inicia uma serie de seções com a infortunada Ana.
Principia por dizer:
- Por que essa tristeza toda estampada em seu rosto? Afinal, você é o modelo perfeito de Deus, ainda que possua, apenas, uma asa. Você pode e deve levar uma vida normal, casar, por ovos, ter filhos, e, ainda ser muito... – muito feliz!
Fato é que, decorridas as seis seções, Ana era outra borboleta. Passava as horas a voar entre os galhos e as flores da vegetação que circundava a comunidade, e não careceu de muito tempo, arranjou um namorado, casou, pos milhares de ovos, e, assim, teve muitos filhos, e, depois; – ah – depois – morreu.
Moral da história...
Pena é que os seres humanos, criados a imagem e semelhança de Deus, ainda que, hoje, sejamos, apenas, imagem, não agem dessa forma, pois discriminam aos semelhantes, desprezam, maltratam àqueles que, mesmo sendo modelos perfeitos de Deus, possuem suas limitações, e, por isso, são julgados como inferiores e imprestáveis. Os que assim agem, permanecem vestidos com as capas da arrogância, da prepotência, da altivez, do desprezo; são ignorantes até o ponto mais longínquo de suas almas doentias... – mas...
Ainda é tempo... – basta que, apenas, venda-se os bens da arrogância, da prepotência, da altivez e do desprezo e viva-se; viva-se como viveu a borboleta de uma asa só, derramando o amor que provém da mais pura essência... – Deus.
Quem puder entender a mensagem; que entenda e ajude a construir um mundom melhor e mais justo.
Fica aqui a sugestão!
[Meio ambiente... – um olhar antes da morte.].
Advertência:
No decorrer do texto se encontrará grafadas as expressões [o Terra e a Sol], no entanto, antes que se polemize; o escritor deve elucidar que, se falando de Mercúrio, Marte, Venus Júpiter ou qualquer um dos outros planetas eu digo o, o, o, da mesma forma; se falando da Alpha Centauri, das Três Marias, eu digo a, a, a. Considerando, ainda que sou um ser pensante e, nessa qualidade, não devo estar atrelado as convenções literárias que não ofereçam sustentação, ainda que não tenha a menor pretensão de corrigir, mudar, consertar a língua, essas nuances, sinto-me na obrigação de usar as vernáculas segundo melhor me aprouve.
Tomo a esferográfica para, escrever, mas sobre o quê?
Sou como um cometa errante e enigmático que vai de um sistema a outro, neurônios cortam-me o cérebro e um repousa nos braços da historicidade humana.
Creio... – é uma visão...
O momento se materializa, um vulto surge incógnito; se antepõe a minha dianteira... – quem ou o que é?
Vinte segundos; reflexão, o cristalino capta a imagem, o cérebro sintetiza, lê, traduz:... – é a Sol que liberta material e forma Mercúrio, Marte, Vênus, Terra; astros interiores que gravitam no Sistema Solar.
Fico pasmo, acho; a visão não fala; é muda, mas, por caracterizar um instante especial; ela externa:... – [Em trinta, quarenta, ou, cinqüenta segundos; contar-te-ei meu lamento; gritando; o povo não entendeu; se vão 4.500.000.000 de anos... – era-me o tempo da criação a partir do nada.].
[Considero:... – sobre minha existência se compôs o relato, o surgimento entre a família solar; ides ler:... – No princípio criaram Deuses (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) os céus e o Terra! E continua; o Terra era sem forma e vazio e o Espírito Santo de Deus pairava sobre a face das águas.]
[Com a história fixada nos escaninhos da memória, verdadeiramente, eu não saberia como te responder.].
[Fatos saíram assim:... - Surgi na noite eterna, infinita; imenso globo envolto em água. Obra da criação. Não estava completa e continuava em mutação. No dia-a-dia surgiu o solo e no solo, as quaresmeiras floridas, ipês roxos e amarelos; frutas, ervas, e, o necessário à vida no carbono. A pomba, o leão, o camelo; os animais. Formaram-se rios, praias, cachoeiras, serras e montanhas que, logo, se encheram de vegetação.].
[Pronto... – estava apto a receber o elemento humano...].
[Criaram Deuses ao homem à sua imagem e semelhança; regras, Direito Divino. A recomendação mor? Conservação do Terra onde habitas...]
[Deus colocou o homem no Jardim do Éden para o guardar, tomar conta, conservar.].
[Uma ordenança quanto à ecologia; sim ou não?].
[O homem que os Deuses (Pai. Filho e Espírito Santo) não criaram, mas a humanidade que Eles criaram; com o livre arbítrio, desobedeceu; julgada, condenada, o resto da criação e surgiram espinhos e cardos mortais. A humanidade perdeu a semelhança do Criador, conservou a imagem, mas criada para ser eterna, se aniquilou na morte.].
[Não me recolho como lesmas em seus caracóis e faço questão de, em pleno decorrer do século 21 lamentar meus sofrimentos:... – Quaresmeiras, Ipês roxos e amarelos sem flores, jaqueiras, laranjeiras sem frutos, vegetação ressequida; tudo morre. Cachoeiras, praias, rios, riachos, córregos, lagos e fontes secam e os neófitos exprimem:... – daqui a 50 anos eu não estarei aqui; no Terra.].
[Concorde-se, mas; onde fica a máxima:... – [Ama ao próximo como a ti mesmo], ora; qual planeta herda a geração; filhos, netos, bisnetos? Não se pensa nisso? Desse modo, a vida se extinguirá de minha face... – sim ou não?].
Julgam:... – Deus não permitirá a hecatombe; ledo engano! O homem, toma com o livre arbítrio as decisões nos escaninhos da mente; não destruas as vielas existência.]. [Recomponha-me, não polua, não desmate, não produza carbono, nem metano; oferto amor, mas, me forçam a legar a morte.].
[Não me recolho na câmara dos meus segredos, me concentro, aguardo estímulos elétricos que dos teus neurônios soprem, por encanto, os procedimentos que te faltam para finalizar a vida com louros.].
[Deito-me sobre os 940.100.904 quilômetros da minha órbita, me eivo de esperança; que o meu lamento seja ouvido; esforça-te, calo, a responsabilidade se instala nos labirintos do teu intelecto.].
[Os lamentos mais expressivos se fecham atrás da iniciativa dos sensatos, mansos como as pombas e prudentes como serpentes... – será tu um deles?].
[Na vida efêmera; insólita e transitória, forje na caldeira do teu cerebelo a chave fundida, amoldada antes da fechadura que tranca a porta, inclusive da vida e será a entrelinha do vernáculo?].
[Um início magistral, um término digno de um ecologista; disto, depende a permanência da humanidade e sua pecha de neófito... – é-me necessário evocar... – mesmo com inutilidade total.].
[Espero; não seja em vão... – a elipse, a órbita, a caminhados através dos mais dez movimentos incessantes e variados; que esforço; amor, a vernácula não caia qual gota de orvalho em noite de lua. Os odes e dramas da existência efêmera e insólita não sucumbam pela metafísica, pois, ao esvair-te o hálito da vida, nada restará de concreto – pense.].
[Um domingo; a chuva intermitente lava o sulco do solo, molha plantas no roçado e, nas horas de laser; tente... – o ecologista surgirá, é questão de tempo, dou-lhe a idéia, ame ao próximo como a ti mesmo e não me destrua.].
[Consegue e me alegrarei; eis o ecologista sazonado nos fornos da existência... – Aproprie-se do meu lamento, na humanidade corrupta da planta dos pés à raiz dos cabelos, finja que aceitou minhas ponderações...].
[Não obstante, se não atenderes ao lamento o meio ambiente será renegado a um incomensurável deserto de ruínas e a restauração dependerá da volitiva da criação e de mais quatro bilhões e meio de anos; isso aí!].
YoSePH YoMSHYSHY

